Sexta-feira, 29 de Abril de 2011

Novidades na área do Franco Belga

Tintin - As Jóias de Castafiore - Editora Verbo (Capa Dura)












Tintim - O Tesouro de Rackham O TerrívelPor: Hergé
Editora: Verbo












Tintim e os PícarosPor: Hergé
Editora: Verbo


















Não é por acaso que os populares «quadradinhos» são considerados leitura apropriada para os «jovens» dos 7 aos 77 anos! Tintim, o capitão Haddock, os irmãos Dupont e todas as outras figuras criadas pelo imortal Hergé, dispensam apresentações. Finalmente o mais célebre herói da banda desenhada é publicado na nossa língua para contentamento de todos os admiradores portugueses.













Corto Maltese - As Célticas Hugo Pratt Meriberica - Capa Dura a cores


Contos:

- Concerto em o Menor Para Harpa e Nitroglicerina
- Sonho de Uma Manha de Meadosde Inverno - Cotes de Nuit e Rosas da Picardia Burlesca












Frank Cappa no Brasil - Meriberica


Portugal - Ação formato álbum Meriberica 1992 de Manfred Sommer com 50pg. em Frank Cappa no Brasil



























FRANÇOIS BOUCQ/JEROME CHARYN - A Mulher do Mágico


La Femme du Magicien. 86 págs. 1986. Ed. Meribérica/Liber.
Uma mulher, um mágico dotado de estranhos poderes e uma menina percorrem o mundo apresentando números inauditos. Contudo, a menina cresce e o estranho mágico quer fazer dela sua mulher. Entre o sonho e a realidade, esta HQ conta uma história de amores tumultuosos numa Nova York de pesadelo. O trabalho de François Boucq em A Mulher do Mágico que, para desenhar o texto de Jerome Charyn, que continha uma sucessão de elementos oníricos que se confundiam com a realidade a ponto de não deixar claro o que era ou não real, lançou mão de um desenho que potencializou esse efeito ao máximo, porque criou um tipo de "ultra-realidade", transformando cada objeto, cada degrau de escada, janela, poste ou talher em um personagem independente, com uma história própria, a partir de um traço solto, enérgico, perturbadoramente realista, fazendo de cada um desses elementos, objetos/personagens, e climas obtidos a partir de visceral pincelada de aquarela a versão visível do universo interior da personagem.







Iguana - Trillo- Mandrafina



Iguana (formato 24 x 17,5 cm, 84 páginas em preto e branco, capa cartonada e laminada, R$ 39,15), roteiro de Carlos Trillo e arte de Domingo Mandrafina - O Iguana está morto! Viva o Iguana! Iguana é o agente da lei perverso e sádico que assombrou com a sua sulfurosa presença a obra-prima dos quadrinhos argentinos A Grande Farsa, vencedor do prêmio de Melhor Álbum Estrangeiro atribuído pelo júri de Angoulême, em 1998.

O personagem Iguana é uma unanimidade entre todos os que o temiam, pois sua missão era justamente a de castigar, torturar e punir qualquer um que se colocasse contra a lei e a ordem de uma nação ditatorial. Contudo, após sua morte, várias histórias são contadas sobre ele, não só relatos amargos, mas também emocionados de quem o considerava um amigo.

Mas será que ele está mesmo morto? Ou a lenda é tão poderosa que sobrevive ao tempo e às balas que acabaram com sua vida? Esta é uma arrepiante fábula sobre o totalitarismo num país não tão imaginário assim...

Como se pode viver com uma ameaça permanente, um monstro que nos espia a cada momento, que sabe tudo sobre nós, mesmo nossos pensamentos mais íntimos, e que não hesitará em abusar de nós?










“Maus II – E Assim começaram os meus problemas”


Cinco anos mais tarde, “Maus II – E Assim começaram os meus problemas”, valeu-lhe uma exposição no Museu de Arte Moderna de Nova Iorque e um Prémio Pulitzer especial, em 1992.













Corto Maltese : A Balada do Mar Salgado Vol.1 - Público




Corto Maltese salvo por Raspoutine nos Mares do Sul

O primeiro volume de "A Balada do Mar Salgado", o romance gráfico de Hugo Pratt em que o marinheiro de Malta faz a sua aparição, é distribuído amanhã com o PÚBLICO.

No início, há um catamarã dirigido pelo cruel capitão Raspoutine, que recolhe dois náufragos, algures entre a Nova Pomerânia e as Ilhas Salomão, entre o meridiano 155º e o paralelo 6º Sul. Pouco tempo depois, a embarcação cruza-se com Corto Maltese, que tinha sido abandonado à sua sorte pelos marinheiros revoltosos do navio que comandava. Assim tem início "A Balada do Mar Salgado", primeiro álbum da série de aventuras de Corto Maltese que começam a ser distribuídas amanhã com o PÚBLICO. ...


A história vista por Pratt

A primeira publicação de "A Balada do Mar Salgado" teve uma vida quase tão atribulada como a dos seus personagens. As pranchas iniciais surgiram no primeiro número da revista mensal "Sgt. Kirk" (Julho de 1967), editada em Génova por Florenzo Ivaldi, um empresário que adorava a banda desenhada- "comportava-se como um Médicis", disse dele Hugo Pratt.

A história suspendeu-se logo no mês seguinte, regressando de novo em Outubro do mesmo ano. Publicou-se sem interrupção até Setembro de 1968, e depois de um só fôlego entre Novembro do mesmo ano e Fevereiro de 1969. Esta irregularidade tem muito a ver com as frequentes viagens que o desenhador fazia pelo mundo, o que deixava os editores à beira de um ataque de nervos. ...













Corto Maltese : A Balada do Mar Salgado Vol.2 - Público




Num acesso de fúria assassina, o Monge lança Corto Maltese para um precipício. Mas, como Ulisses, o herói é um marinheiro que segue de aventura em aventura.

O Monge acaba de saber a terrível verdade a respeito dos dois adolescentes salvos por Raspoutine no alto mar. Sem antecipar o desenlace da história e, com isso, retirar o prazer da leitura, dir-se-á apenas que as vidas de Pandora e Cain deixam de estar em perigo. Mas estas revelações obrigam o misterioso senhor da Ilha Escondida a alterar os seus planos. Decide partir para continuar com os ataques aos navios Aliados e quer que Corto Maltese siga com ele. A crueza e sinceridade das respostas do marinheiro - "se pudesse ir-me embora com o dinheiro [do tesouro] partiria imediatamente" - não o fazem mudar de opinião. Corto é o único em quem confia e, além disso, ao levá-lo consigo impede-o de "se armar em esperto com Pandora" na sua ausência. O marinheiro ri-se-lhe na cara e a partir desse momento os acontecimentos precipitam-se. Com as forças duplicadas pela fúria, o Monge arrasta Corto até um promontório, de onde o lança no abismo.

Durante algum tempo não se sabe o que lhe aconteceu, mas não há verdadeiramente razões para os leitores se inquietarem. No tabuleiro de xadrez em que os deuses decidem do destino dos mortais que eles criaram e por quem são sonhados, as trajectórias de Raspoutine, Pandora, Cain e Crânio seguem o seu rumo inexorável. Só Corto parece escapar de alguma forma a essa lógica implacável. Como Ulisses, o herói mítico de Homero, Corto Maltese é um marinheiro que vai de aventura em aventura, percorrendo assim os caminhos do mundo exterior e interior. Tal como nós, também ele sabe que nada lhe pode acontecer e é nessa atitude singular perante a vida, a morte e o perigo que reside uma das chaves do infinito encanto da criação de Hugo Pratt.








Corto Maltese : A Balada do Mar Salgado Vol.3 - Público




O marinheiro de Malta despede-se de Pandora e deixa a Ilha Escondida

Os alemães perdem a guerra, fazendo desaparecer os precários equilíbrios entre os residentes da ilha. O Monge foge e o tenente Slütter é fuzilado.
“A Balada do Mar Salgado” chega ao fim

É um Slütter absorto que quase choca com Corto Maltese, num cenário de palmeiras e gaivotas da Ilha Escondida. O marinheiro quer saber em que pensa o oficial alemão. “Estava a pensar no passado e, assim, distraidamente, regressei à minha mocidade!... Mesmo inconscientemente, tentamos sempre reencontrá-la…” A resposta de Corto é breve e incisiva: “Deter-se assim no passado… é como guardar um cemitério.”


As mulheres de Corto - Fala Mariam

“— Estás muito bonita! Fazes-me lembrar um tango de Arola que eu ouvia no cabaré Parda Flora, em Buenos Aires.

— Talvez houvesse por lá alguém parecido comigo?

— Não. É precisamente por não te pareceres com ninguém que gostaria de te encontrar sempre… em toda a parte…”

Depois deste breve diálogo, que culmina numa das mais belas declarações de amor da história da banda desenhada, faz-se silêncio sobre um grande plano do rosto de Corto Maltese, seguido da imagem de Pandora Groovesnore, filha de um grande armador. A resposta de Pandora surge a seguir, rápida, curta, incisiva:
“— Não iria consigo, Corto Maltese!”


Miguel Sousa Tavares - Herói cínico e vagabundo

Gosto muito de banda desenhada e, em particular, do desenho de Hugo Pratt. O retrato psicológico de Corto Maltese corresponde a uma espécie de herói cínico e vagabundo — do tipo do poeta francês Rimbaud, que, aliás, é citado com frequência. É o único herói mítico do século XX, com uma característica que, para mim, constitui uma coisa sublime — a preguiça.


Terceiro volume de "A Balada do Mar Salgado"

É o tubarão Mao que assina o destino de todos os protagonistas da aventura. Corto Maltese e Rasputine partem da Ilha Escondida, onde outros encontram a última morada

São momentos dramáticos, mas também mágicos, os que Pandora e Tarao vivem a bordo de uma frágil embarcação que os levará até à Ilha Bura-Nea e à liberdade. De dia, o jovem maori da Nova Zelândia orienta-se pelo sol, mas à noite a situação muda de figura e então resta-lhe a ajuda de Mao, o tubarão ancestral e amigo de todos os maoris, a quem faz companhia há séculos em todas as grandes travessias do imenso oceano Pacífico.












Corto Maltese - Sob o Signo do capricornio - Volume 1 - Publico




Corto Maltese chega à América Latina, onde deixa profundamente impressa a sua marca pessoal. Os caminhos do mundo trilhados por um “homem do destino”.

Há um sinal enganador na pose ociosa, distante e um pouco displicente de Corto Maltese, instalado na varanda da pensão de Madame Java, em Paramaribo. À primeira vista, dir-se-ia que o herói de Hugo Pratt mostra de si uma faceta até então insuspeitada — a de um homem desapiedado, a quem os acidentes na vida dos seus semelhantes não parecem impressionar por aí além. Ver-se-á, depois, o quanto há de precipitado nesta avaliação. Mas o primeiro juízo do marinheiro sobre o velho Steiner — agora um bêbado que foi, nos seus melhores tempos, professor de Franz Kafka, em Praga, e amigo íntimo de Freud —, não passa despercebido à proprietária do estabelecimento...


"Cangaceiros, tesouros e outros mistérios na rota de Corto Maltese"

As deambulações do marinheiro de Malta levam-no à América Latina, onde decorrem as primeiras aventuras sob o signo do Capricórnio

Em Novembro de 1968 Hugo Pratt está na cidade italiana de Lucca para participar no único congresso mundial de banda desenhada que se realizava nos anos 60. Nos encontros e confraternizações que caracterizam estas reuniões internacionais, o artista italiano é apresentado ao chefe de redacção da revista francesa “Pif”, Georges Rieu. Palavra puxa palavra e surge o convite para Pratt desenvolver uma série para aquela publicação. Mas é só no princípio de 1970, quando se encontra desempregado e sem trabalho, que o autor toma a decisão de se meter no comboio que liga Génova a Paris. ...



As mulheres de Corto - Mariam

É Shamaël, o profeta cego, quem proclama imperiosamente em nome de Enoch a união entre Rhomah, irmão de Cush, o guerreiro danakil, e Fala Mariam, filha do ras Yaqob, chefe do clã cristão de Ogaden. Qualquer que fosse a luz a que se olhasse para esta aliança, dir-se-ia que o compromisso imposto a indivíduos com convicções religiosas distintas estava condenado ao fracasso. De facto, passados os primeiros tempos da vida a dois, “a vida naquela comunidade islâmica, que me criticava as origens infiéis, acabou por se tornar insuportável para mim”, confessava nos anos de 1924-25 Mariam ao explorador alemão Werner Hansen. A jovem deixou a aldeia de Rhomah em 1920, para nunca mais voltar. ...


Rui Zink - Ao lado das causas perdidas

Em termos estéticos, Hugo Pratt é um dos inventores da banda desenhada enquanto literatura. Introduziu uma figura retórica altamente expressiva que é o silêncio… Como isso, para mim, é o mais importante, deixo para os nossos marialvas o brinco na orelha do herói ou os diálogos pseudopoéticos das histórias. Os silêncios dramáticos da série permitem-nos ver logo que Pratt não só leu Emílio Salgari, mas também Samuel Beckett. ...













Corto Maltese - Sob o Signo do capricornio - Volume 2 - Publico


Corto Maltese continua a percorrer os caminhos da aventura. Antes de perder a memória, Rasputine volta a estar no seu caminho, e cruza-se com mulheres belas e inteligentes...

Uma gaivota distrai por instantes Corto e assinala a sua posição a um atirador emboscado. O herói escapa por um triz à morte, para se encontrar a delirar nos braços de Soledad Lokäart, amnésico e com uma violenta dor de cabeça. Um herói sem memória não é uma situação inédita. No caso do personagem criado por Hugo Pratt, o que o distingue é o facto de ele acabar por fazer exactamente o que faria se não tivesse perdido o sentido da sua identidade pessoal. Mas o que acontece a seguir é algo que os leitores só terão oportunidade de saber depois de lerem "Por Culpa de uma Gaivota", uma das bandas desenhadas que fazem parte do segundo volume de Sob o Signo do Capricórnio, à venda dia 18 de Outubro com o PÚBLICO....


"Corto Maltese perde a memória por culpa de uma gaivota"

As vidas das mulheres que se cruzam com o herói são tudo menos banais. É na Amazónia, nas Antilhas ou em Belize que os seus destinos se decidem...

"As mulheres seriam maravilhosas se pudéssemos cair nos seus braços sem cair nas suas mãos." A frase é proferida por Corto Maltese no final de "Uma Águia na Selva", banda desenhada inaugural do segundo volume de Sob o Signo do Capricórnio, que será distribuído amanhã com o PÚBLICO. Hugo Pratt, o autor da série, é intencionalmente vago sobre esse ponto nas entrevistas com o seu biógrafo Dominique Petitfaux ("De l'Autre Cotê de Corto", Éditions Casterman, 1990): "Encontrei essa frase em algum lado ou é mesmo minha? Já não sei." ...

As mulheres de Corto - Boca Dourada

"É bom que saibas que a parte índia do meu sangue me deu a conhecer muita coisa deste universo", escreve Boca Dourada numa carta a Corto contendo "algumas regras de conduta de sobrevivência" que provavelmente ele nunca levou a sério. A mesma atitude transparece no diálogo de despedida entre ambos em "Uma Águia na Selva". Corto decide partir, porque não é daqueles "que ganham raízes", ao que ela replica: "Tinhas aqui tudo o que procuras. Mas és cego como uma toupeira." O marinheiro não muda de opinião, mas também não esconde a sua enorme admiração por aquela personagem única, que é simultaenamente a homenagem de Hugo Pratt a uma categoria de mulheres fascinantes que conheceu durante os anos em que viveu no Brasil. ...


José Tolentino Mendonça - Homem livre num mundo fascinante

O que as histórias de Corto Maltese nos revelam é um mundo ainda fascinante e que conserva os seus segredos. Quando ele parte para o que é desconhecido e interior, é um mundo de fábulas que se abre, e que nada tem a ver com o mundo domesticado da actualidade. ...












Corto Maltese - As Célticas - Volume 1 - Publico



Em trânsito para o palco europeu da I Guerra Mundial, Corto Maltese tem uma fugaz passagem por Veneza. Depois dá um salto a Dublin para ajudar os independentistas irlandeses

Os revolucionários do Sinn Fein acabam de realizar mais uma operação militar contra o Exército inglês nas ruas de Dublin. Um sombrio major O’Sullivan acalma os seus nervosos soldados e evita o pior a um fleumático Corto Maltese, que estava por perto no momento do confronto. “Teve sorte... Podia ter deixado aqui a pele esta noite”, diz-lhe o oficial. Sem um único sinal no rosto que revele as suas emoções, o marinheiro de Malta responde-lhe com total serenidade e seriedade: “Impossível... Ainda não decidi a data da minha morte...”


"Corto Maltese foge de Veneza para não se deixar enfeitiçar"

Os caminhos de Venexiana Stevenson e do herói voltam a cruzar-se, mas é nos olhos de Banshee que ele se abisma perigosamente

“Veneza seria o meu fim!”, exclama Corto Maltese no epílogo da sua primeira aventura europeia, no decorrer da qual desmantela uma rede de espionagem e encontra Venexiana Stevenson, com quem já tivera antes uma refrega nas Honduras. A sua ânsia de partir intriga Sorrentino, o oficial italiano a quem salvou a vida. Mas foi Hugo Pratt, autor da banda desenhada, quem explicou as motivações do seu personagem: “[Ele quis dizer] que Veneza é muito bela, que ali ficamos preguiçosos e deixamos de ter energia para partir.” De facto, proveniente da América Latina, o marinheiro de Malta não se detém por muito tempo na cidade — a ela regressará alguns anos mais tarde, para viver uma bela aventura (“Fábula de Veneza”) — e parte para outras paragens, em Itália e mais para norte, na Irlanda. São estes os pontos geográficos de referência das histórias do primeiro volume de As Célticas, que amanhã será posto à venda com o PÚBLICO. ...














Corto Maltese - As Célticas - Volume 2 - Publico



Na frente de guerra do Somme, Corto Maltese desmascara uma espia alemã. E assiste impávido à morte do "Barão Vermelho" porque os heróis de carreira o deixam indiferente

"Mas por que é que as mulheres que me interessam estão sempre do outro lado da barricada?...", interroga-se Corto Maltese no final do julgamento que condenou à morte "Lady" Rowena Welsh. O questionamento ocorre em "Sonho de Uma Manhã de Meados de Inverno" - uma das histórias do segundo volume de As Célticas, que hoje é posto à venda com o jornal PÚBLICO - e parece sublinhar um certo fatalismo na condição do herói criado pelo italiano Hugo Pratt. Este último, porém, persiste sempre em "trocar as voltas" aos estudiosos da obra, respondendo às questões que lhe são postas de forma mais ou menos desconcertante, mas invariavelmente desdramatizada:


Corto Maltese sonha em Stonehenge e liberta a Inglaterra da ameaça germânica

Os mitos celtas e germânicos são actualizados em aventuras que põem frente a frente dois mundos antagónicos. O herói está no meio e toma partido

"Dormir no interior do círculo desenhado pelas pedras megalíticas de Stonehenge é uma prerrogativa dos heróis, dos que não têm onde reclinar a cabeça nas suas eternas andanças pelos caminhos do mundo. Corto Maltese é um desses seres, por quem a aventura chega até nós, rodeada do mistério e do encanto que só os criadores de eleição transportam dentro de si.

As mulheres de Corto - Morgana

“O nosso mundo não morrerá enquanto houver na Bretanha alguém capaz de sonhar”, diz Morgana, deusa das águas na tradição celta e meia-irmã do rei Artur, a quem um dia roubou a espada Excalibur. A réplica de Oberon, rei dos elfos que soube mobilizar o seu pequeno povo contra os saxões que ameaçavam a Bre- tanha, é magnífica: “Ah, fada Morgana, o que disseste é a coisa mais bela que já ouvi…”

Logo de seguida, Merlin cortará cerce este diálogo, porque depois da vitória total, ao lado de Corto Maltese, contra os alemães que se preparavam para invadir a Inglaterra, chegou o tempo de voltar para Brocelândia e para a doçura dos seus sonhos, povoados pelo sortilégio da fada Viviana.


Pedro Rosa Mendes
Corajoso, erudito e elegante

Quando penso em Corto Maltese, penso logo em “A Casa Dourada de Samarcanda”, que é, para mim, o mais belo episódio. No universo da série, é o equivalente a “Tintin no Tibete”, pois existe nele mais calor do herói do que em qualquer outra história. Foi isso que me impressionou, quando a li pela primeira vez, por volta dos 18 anos. Recordo a amizade conflituosa entre Rasputine e o herói, no limite do suportável, e também o telefonema de Corto para Estaline, que é uma sequência notável. Adoro a forma como Hugo Pratt introduz espaços e vazios no diálogo, uma brilhante maneira de interceptar a sua ficção com a história. Quando isso é bem feito, seja num romance ou numa BD, torna a leitura imprescindível. ...













Corto Maltese - Fábula de Veneza - Publico


Durante sete dias singulares, Corto Maltese percorre a cidade misteriosa e mágica. Como num sonho, procura a mítica esmeralda conhecida por “Clavícula de Salomão”

“Acontecem coisas inacreditáveis nesta cidade”, diz Corto Maltese, estupefacto por encontrar no seu bolso a esmeralda conhecida por “Clavícula de Salomão”. Ficção ou realidade, pouco importa, porque este é o único epílogo que poderia ter uma aventura como “Fábula de Veneza”, a banda desenhada do marinheiro de Malta que hoje é distribuída com o PÚBLICO. ...


Corto Maltese procura uma esmeralda
em Veneza e sai da história

Nos labirintos da cidade, o herói cruza-se com maçons encapuçados e fascistas enfurecidos, um poeta amigo de Mussolini e uma sósia de Louise Brooks. Sonho ou realidade?

Ao cair abruptamente no piso mosaico do templo, onde decorre uma sessão da respeitável loja Hermes, a Oriente de Veneza, Corto Maltese interrompe de forma irregular os trabalhos maçónicos. O profano é em seguida conduzido à Sala dos Passos Perdidos, para prosseguir no mundo profano a sua demanda da “Clavícula de Salomão”, uma mítica esmeralda que é mais uma chave de acesso ao conhecimento fundamental do que uma gema propriamente dita.

As mulheres de Corto - Louise Brookszowyc

“Recolhi-o ferido, velei-o durante três dias num quarto de uma velha moradia de Veneza. Sonhou e delirou, confessou sem dúvida alguns segredos, mas nessa altura eu não sabia nada da vida dele. Não passava para mim de um marinheiro anónimo, amigo de Pezinho de Prata, e não compreendia grande coisa dos pesadelos dele, que erravam de Mukden a Manaus, das Celebes às Caraíbas”. Nada desta evocação do primeiro encontro com o marinheiro de Malta consta das cartas que Louise Brookszowyc enviou anos mais tarde a Corto Maltese a partir da América do Sul, onde investigará – com as consequências funestas que todos poderão conhecer quando lerem “Tango”, a publicar dentro de algumas semanas pelo PÚBLICO – as redes que usam os guetos da Polónia “para alimentar de carne fresca os bordéis da Argentina”. ...


Isabel Meirelles
Personagem estranho e frágil

Corto Maltese é um personagem estranho, que pretende configurar o homem ideal. É um aventureiro cujos empreendimentos acabam sempre num final feliz, por mais perigosas que sejam as situações vividas por ele. Como as histórias têm sempre uma ligação à história real, esta banda desenhada é uma boa ficção em termos históricos concretos, permitindo compreender acontecimentos passados. Mas tem também uma vertente política que explica por que razão foi tão apreciada em alguns países, como a França. ...











Corto Maltese - A casa dourada de Samarcanda - Volume 1 - Publico



A rota da seda liga a China ao Mediterrâneo. Corto Maltese empreende o caminho inverso, à procura de um tesouro. Conseguirá atingir os seus objectivos?

A extensa rota terrestre entre o Mediterrâneo e a fronteira do Império das Índias é uma das mais longas distâncias percorridas por Corto Maltese nos seus périplos aventureiros. Através da Ásia, continente onde se assistia na altura ao nascimento de três repúblicas — a Turquia, a URSS e o Irão —, esta viagem constitui um enorme teste à capacidade de o herói passar incólume através dos massacres,carnificinas e vinganças com que a Terra mata a sua infinita sede de sangue humano. Como se verá, o marinheiro é um espectador atento — e nunca indiferente — de tudo isto em “A Casa Dourada de Samarcanda”, banda desenhada da qual é hoje distribuído o primeiro volume com o PÚBLICO. ...


Corto Maltese atravessa a Ásia perseguido pelo seu duplo

O herói percorre meia Ásia por um tesouro, mas este propósito esconde outro: salvar o seu amigo Rasputine, que é a fi gura central da história.

Tudo começa em Rodes, onde Corto Maltese aceita involuntariamente desempenhar o papel de segundo Marco Polo, trilhando rotas antigas para encontrar o fabuloso tesouro de Alexandre, “o Grande”. Não é a primeira vez que o herói parece vivamente animado por esse propósito aventureiro, à primeira vista ambicioso e cúpido, mas na prática desapaixonado e pouco veemente. ...

As mulheres de Corto - Venexiana Stevenson

Entre a mulher implacável que Corto Maltese conheceu nas Honduras, em 1917 (encontra-a de novo, nesse ano, em Veneza), e a criatura frágil e digna de alguma comiseração que volta a avistar em 1921-1922, algures na Ásia Menor, não parece haver grandes elos de ligação. Todavia, num caso e noutro a personagem envolvida é a mesma, Venexiana Stevenson.

A sua coragem está à altura da sua falta de escrúpulos, qualidades que foram devidamente assinaladas numa célebre comunicação do professor Alphonse Lucas ao Congresso Internacional de Criminologia, em Lausana (Suíça), no ano de 1927. ...


José Manuel Castanheira
Uma certa costela anarquista

O que mais me fascina em Corto Maltese, de quem gosto muito, é a sua faceta de herói... anti-herói. Apesar da reserva com que todos os paralelismos devem ser olhados, ele é um dos ícones da nossa história, comparável a Ulisses, Che Guevara ou Salgueiro Maia — é um daqueles indivíduos que sentem ter uma missão, um papel a desempenhar na história. À boa maneira dos heróis, está sempre do lado dos “bons” e defende os valores mais nobres. ...


/AAAAAAAAFAs/TS1cyhpDFSI/s1600/Samarcanda-vol2.gif">

Há gestos de amizade que se pagam com outro gesto de amizade. Corto Maltese resgata o seu amigo Rasputine da prisão – de facto, não é ele, mas o general turco Chevket, seu sósia… – e o ex-soldado russo elimina a “sombra” do herói sem a menor hesitação ou remorso. Assim morre o homem que parece preceder sempre o marinheiro de Malta e, simultaneamente, trazer-lhe incompreensíveis transtornos e dificuldades. Hugo Pratt estabeleceu a narrativa deste modo porque, revelou numa entrevista ao seu biógrafo Dominique Petitfaux, “Corto Maltese não pode encontrar o seu duplo”: “E quando Rasputine mata Chevket, para ele é um pouco como se matasse Corto, é uma espécie de desvario.”











Corto Maltese - Tango - Publico


Cadinho de encontros culturais e raciais, a grande cidade sul-americana de Buenos Aires é o ponto de confluência de vários destinos — o dos “gangsters” norte-americanos Butch Cassidy, Sundance Kid e Etta Place, mas também o da “Warsavia”, rede clandestina de prostituição de jovens oriundas da Europa Central. E de Louise Brookszowyc, que abandonara Itália no final de “Fábula de Veneza” para se radicar na Argentina.

Tudo isso está em “Tango” (distribuído hoje com o PÚBLICO), cuja acção decorre no ano de 1923. A história “transpira” literatura — pensa-se de imediato em Jorge Luís Borges, mas de facto são os escritores Leopoldo Lugones e Roberto Alt que tutelam o enredo. E, sobretudo, há nesta banda desenhada a presença incontornável da música, sublinha Hugo Pratt: “O título é uma homenagem ao tango. A minha juventude foi marcada por dois tipos de música, primeiro o jazz e depois o tango. E foi em Buenos Aires, em 1955, que encontrei Dizzy Gillespie, que ficou meu amigo.”











Enki Bilal - A Feira dos Imortais - Meribérica
Enki Bilal lança seu primeiro livro de quadrinhos solo, "La Foire aux Imortal", em 1980, que é o primeiro episódio de sua famosa Trilogia Nikopol














Enki Bilal - A Mulher Armadilha - Meribérica

La Femme Piège em 1986






























Enki Bilal - Frio Equador - Meribérica



Froid Équateur em 1993, que será o primeiro livro de quadrinhos a ser escolhido como melhor livro do ano pela revista Lire












Blain - Isaac, o Pirata: As Américas - Editora Polvo


Editora
Polvo

Número de Volumes
3 volumes

Impressão
Quatro Cores

Faixa Etária Recomendável
A partir dos 14 anos

Comentário
«A qualidade da série advém de uma constatação muito simples, que o seu autor faz logo ao início. A de que é possível contar uma história de aventuras que contenha reflexões a outro nível, sem trair a sua natureza enquanto entretenimento. Ou, por outro lado, que não é por se querer desbravar os conflitos morais e as angústias de personagens complexas que se deve negligenciar a história que as rodeia. É nesse reinventar da clássica narrativa de piratas que “Isaac” retira os seus trunfos. O protagonista, um pintor com uma sede de aventura nunca concretizada, embarca num navio pirata, para viver aquilo que apenas desenhou».












Blain - Isaac, o Pirata: Os gelos - Editora Polvo





Isaac O Pirata (formato 21 x 27 cm, 168 páginas), de Christophe Blain, na Europa, recebeu dois prêmios, o de Amadora e Angoulême, no ano de 2002. Talvez o esquecimento da obra seja devido aos traços simples, caricaturais sem muita preocupação em ser fiel anatomicamente, o que pôde ter afastado o publico mais exigente neste aspecto.

Entretanto é bom frisar que nem só de bons desenhos é feito uma boa história. Caso esse provado com Blain. O argumento que norteia o álbum é a vontade de aventura do protagonista – Isaac, pintor que pretende se profissionalizar e ser reconhecido por sua arte. E essa vontade de aventura acaba por ser satisfeita quando é convidado por um desconhecido a embarcar numa viagem de navio, que por infortúnio acaba por leva-lo a América, e pior, abordo de um navio pirata.

Neste ponto a trama passa a se desenrolar por duas vertentes. Uma é a forma como Isaac lida com tudo o que está-lhe ocorrendo, outra é a vida de sua futura esposa, a qual só aguarda o retorno do pintor para poderem oficializarem o matrimonio. Ponto alto da trama é a motivação do capitão pirata em chegar ao continente de gelo, até então desconhecido – isso por volta do Século XVI, já que não é especificado a data em que se passa a história.








Blain - Isaac, o Pirata: Olga - Editora Polvo



Guionista: Christophe Blain
Título: Isaac el pirata. Olga (III)
Título original: Isaac le pirate 3. Olga
Dibujante: Christophe Blain










Mister O - Lewis Trondheim - Vitamina BD



Lewis Trondheim, o autor de “Mr. O” e um dos mais produtivos autores franco-belgas da actualidade, é alguém que se tem caracterizado pela forma interessada como tem explorado as inúmeras potencialidades da linguagem da BD.










Fábula de Bagdad - Vitamina BD



Não sei qual é o plano editorial para este ano da BD Mania, mas este livro arrisca-se a ser um dos melhores lançamentos deste ano em Portugal!
Embora digam que é um livro para leitores com uma certa maturidade, pois tem cenas bem violentas, parece-me que os nossos pré-adolescentes não perdiam nada se o lessem, pelo contrário, teriam muito a ganhar. Já que jogam GTA e vêem filmes com litros de sangue, acho que esta fábula lhes mostraria, metaforicamente, outra parte da guerra.
O contexto espacial e temporal desta fábula é Bagdad, Iraque, durante a invasão dos Estados Unidos da América em Março de 2003, já durante da fuga do ditador Saddam Hussein. As bombas rebentam por toda a cidade de Bagdad e acabam por libertar os animais do Jardim Zoológico local. Aqui, quatro leões se põem em fuga pela outrora bela Bagdad, agora completamente devastada pelos bombardeamentos dos EUA. A cidade é mostrada vazia de personagens humanos, sendo os mortos os únicos que aparecem em algumas vinhetas. O grupo de leões também não foi escolhido à toa... uma fêmea velha e cega de um olho (Safa), uma fêmea nova que anseia, acima de tudo, pela liberdade (Noor), um macho reticente (Zill) e uma pequena e inexperiente cria (Ali).
Esta não é uma estória simplista, conta aquele conturbado período, que antecede a invasão por parte dos EUA, mas do ponto de vista dos leões. Estes envolvem-se em muitas discussões sobre o que se vai fazer a seguir, visto que todos eles têm pontos de vista diferentes. Não são só os leões a serem antropomorfizados... outros animais intervenientes são-no também. A fábula faz-nos sentir bem o preço da liberdade e a perda de entes queridos.
O autor consegue ser isento ao longo da estória, nunca tomando partido por ninguém, antes, mostrando todos os conflitos morais e necessidades físicas pelas quais o grupo passa, de notar que o título original tem um duplo sentido: Pride of Bagdad! "Pride" tanto pode ser traduzido como "orgulho" ou como "família" ou "grupo" de leões. Não vou contar a fábula, porque esta é para ser lida e assimilada com a excelente arte que possui e faz com que este conto passe para um dos meus livros de eleição.
A estória é contada por Brian K. Vaughan, conhecido na 9ª Arte por ser o autor de "Y, the Last Man" e "Ex Machina", e é muito bem conseguida, dura e bela quanto chegue. Nunca demonizou os soldados Norte-Americanos, antes sempre mantendo um discurso neutro, embora com conflitos sempre presentes. É uma excelente fábula contada por animais!
A arte, do até agora desconhecido para mim Niko Henrichon, é "fabulástica", e transporta-nos directamente para Bagdad e arredores! Aquela paleta de cores acrescida de um traço muito bonito, dá vida ao conto de Vaughan! Muito bom!
Também é uma bela edição, pois a BD Mania editou a versão capa dura da Vertigo!
Depois disto tudo, só me resta recomendar vivamente este livro para toda a família!

Nota: tenho de referir alguns prémios desta publicação:
- Obra vencedora dos prémios Harvey 2007 para "Melhor Álbum Original"
- Eagle 2007 para "Álbum Favorito"
- Nomeada para o Harvey 2007 na categoria de "Melhor História"
- Eisner 2007 na categoria de "Melhor Desenhador"
- Shuster 2007 para "Melhor Artista Canadiano












Wakantanka: O Povo Serpente - J.magalhães & Augusto Trigo - Meribérica







WAKANTANKA:

O POVO SERPENTE

PUBLICADO NA DÉCADA DE 1980 PELA MERIBÉRICA/LIBER, DE PORTUGAL



TEXTO DE JORGE MAGALHÃES E DESENHOS DE AUGUSTO TRIGO



50 PÁGINAS COLORIDAS IMPRESSAS EM PAPEL CARTONADO

CAPA CARTONADA PLASTIFICADA MOLE

FORMATO 21 X 28 CM

EDIÇÃO DE LUXO









Enki Bilal - A Mulher Armadilha - Meribérica


Na saga de Nikopol, composta por três albuns (“a feira dos imortais”, “a mulher armadilha” e “o frio equador”), Bilal mistura idéias como as de “Eram os deuses astronautas” com ficção cientifíca e críticas politicas.











Enki Bilal - As falanges da ordem negra - Meribérica


Autor(es)
Pierre CHRISTIN, argumento; Enki BILAL, desenho

Editora
Meribérica/Liber

Ano de Publicação
1993

Número de Páginas
80 p.

Impressão
Quatro Cores

Faixa Etária Recomendável
A partir dos 16 anos

Comentário
Um grupo de sexagenários, antigos componentes das Brigadas Internacionais que lutaram contra os fascistas na Guerra Civil Espanhola reúnem-se no para lutar contra uma trama fascista. A sua perseguição levara-os a percorrer a Europa, em uma história que seguirá com uma morte após a outra.
Editada em 1979, continua a ser uma obra com vitalidade não fosse ela escrita por Pierre Christin (conhecido pela série "Valérian") e o famoso Enki Bilal.







Enki Bilal - O Sono do Monstro - Meribérica



O Sono do Monstro mistura ficção científica com crítica social no mundo fantástico, as vezes assombroso e até surreal do quadrinista e cineasta Enki Bilal. Bilal, que vem alcançando um status cada vez maior entre os quadrinistas europeus e agora expande sua atuação no cinema, é dono de um estilo artístico único e de uma narrativa riquíssima, capaz de construir personagens tão humanos quanto bizarros, e por isso mesmo, apaixonantes. A história gira em torno de Nike Hartzfield, um funcionário do "banco de memória" mundial graças a sua, bem, memória perfeita - ele ainda se lembra de seus primeiros dias em uma enfermaria bem no meio de conflitos armados na iugoslávia, sob o céu estrelado visto através de um buraco feito no teto por uma bomba. Lembra-se de como os trovões da chuva o faziam feliz ao provarem que eram mais fortes que os trovões das bombas dos homens... e lembra-se das outras duas crianças sem pais que estavam ao seu lado. O destino levou os três por caminhos diferentes, que no final, ligam-se inevitavelmente.



Ano: 1999
Número de Páginas: 70
Editora: Meribérica/Liber







François Bourgeon - Os passageiros do vento Vol. 2



Hoel e o major Michel de Saint Quentin estão presos num velho navio transformado em prisão ao largo da cidade inglesa de Chatham. Isa conseguiu ficar livre e obter uma autorização de residência. trabalhando como preceptora de francês em casa de Mary Hereford. Na sequência de um motim, são mortos vários presos. Aproveitando o transporte dos cadáveres para terra, Hoel e Saint Quentin introduzem-se nos caixões com a cumplicidade do tenente John Smolett, amante de Mary.
Refugiam-se numa casa de campo pertencente à família. esperando uma oportunidade de abandonar o país. Conseguem chegar a Noirmoutier. perto de Nantes (França), onde embarcam num navio negreiro em direcção a África. A história O Pontão, publicada pela primeira vez na revista Circus entre Fevereiro e Julho de 1980. é o segundo episódio

da série Os Passageiros do Vento escrita e desenhada por François Bourgeon.








François Bourgeon - Os passageiros do vento Vol. 3




















François Bourgeon - Os passageiros do vento Vol. 4

























François Bourgeon - Os passageiros do vento Vol. 5


Passageiros do Vento joga o leitor de um lado pro outro, evocando temas como traição, violência, romance, ação, injustiças, escravidão, morte, guerra, choque entre civilizações e muito mais.
Mesclando personagens cativantes a fatos históricos, que por isso mesmo torna a narrativa infinitamente mais cruel ou tensa que qualquer ficção possa a vir ser.

















Corto maltese - Ethiopiques - Hugo Pratt




Costume de marin, cheveux bruns, anneau à l'oreille gauche. La silhouette élancée et élégante. Une lueur d'amusement et d'ironie bienveillante dans le regard. L'air de se tenir à distance. L'art d'observer choses et gens avec détachement. Certains le disent pirate. Lui se prétend gentilhomme de fortune... Ainsi apparaît Corto Maltese, fils d'une gitane andalouse et d'un ma...moreCostume de marin, cheveux bruns, anneau à l'oreille gauche. La silhouette élancée et élégante. Une lueur d'amusement et d'ironie bienveillante dans le regard. L'air de se tenir à distance. L'art d'observer choses et gens avec détachement. Certains le disent pirate. Lui se prétend gentilhomme de fortune... Ainsi apparaît Corto Maltese, fils d'une gitane andalouse et d'un marin des Cornouailles. Une gueule, une personnalité, un destin. Une légende de la bande dessinée devenue légende tout court. Certes, Corto est une créature de papier, inventée par le grand Hugo Pratt. Mais à force de le voir hanter notre imaginaire, on finit par s'interroger. Et s'il avait réellement existé ? Et si Pratt ne s'était fait que le dépositaire de ses souvenirs, l'humble biographe d'une destinée trop belle pour n'être qu'une simple fiction ?
Corto Maltese voit le jour en 1967, dans La Ballade de la mer salée. Piètres débuts : quand le lecteur fait sa connaissance, il est torse nu, pas rasé, pieds et mains attachés à un radeau grossier, en train de dériver au gré des courants du Pacifique. Mais très vite, Hugo Pratt en fait son personnage fétiche et lui offre une vie hors du commun. Corto a traversé le siècle et parcouru le vaste monde. Sa route a croisé celles de grandes figures de l'Histoire. Il s'est initié aux mystères de l'ésotérisme, frotté aux secrets de la kabbale et de la franc-maçonnerie. Mais s'est toujours voulu un homme libre, refusant tout embrigadement, gardant ses distances avec les dogmes et les drapeaux de toutes sortes. Un homme également libre de tout engagement avec les femmes, même si elles occupent une place essentielle dans l'existence de cet incorrigible romantique. Et puis, un jour des années trente, quelque part du côté de l'Espagne, alors que tonnent les canons de la guerre civile, on perd sa trace. Corto, pourtant, n'est pas mort. Il s'est simplement retiré pour achever sa vie près de l'océan Pacifique, à l'abri du tumulte du monde.

Mais Corto Maltese reste à jamais présent pour ses lecteurs, qui puisent dans les livres d'Hugo Pratt de quoi nourrir leurs rêves d'ailleurs. --Gilbert Jacques



















Lenda e Realidade de Casque d'Or - Bertrand









(Légende et Réalité de Casque d'Or)(1976)
Arte: Goetzinger, Annie
Texto: Goetzinger, Annie






Rapaces I - de Enrico Marini, Dufaux


Edição/reimpressão: 2000
Editor: Meribérica

















Rapaces II - de Enrico Marini, Dufaux


Editor: Meribérica

















Bourgeon - A Fonte e a Sonda - Meribérica




Festival de Blois (para o qual fez o cartaz do evento), na França, Bourgeon disse, durante uma palestra, que pretende abandonar os quadrinhos se perder uma disputa judicial com a editora Casterman.

O problema começou após o autor interromper a produção do terceiro e último álbum da série O Ciclo de Cyann (os dois primeiros também foram lançados no Brasil pela Meribérica), por discordar das diretrizes administrativas da Casterman.

Segundo o autor, depois que a Casterman, uma ex-empresa familiar, foi adquirida pelo grupo italiano Rizzoli, dono, entre outros empreendimentos, do jornal Corriere de la Sera, ela se tornou uma "editora à americana".

Pra piorar a situação, em primeira instância, a justiça deu ganho de causa à Casterman, e condenou Bourgeon a pagar uma multa de mil euros por dia, se não entregar o trabalho.




Como na Europa os autores de quadrinhos sempre receberam um tratamento diferenciado nesse sentido, François Bourgeon considera que a editora está violando os seus direitos autorais e tentando implementar um sistema de copyright semelhante ao dos Estados Unidos. Por isso, ele recorreu e está aguardando uma nova sentença.







O Segredo de Coimbra. de Etiene Scheréder





O Segredo de Coimbra
de Etiene Scheréder
Edição/reimpressão: 1997
Páginas: 56
Editor: Edições Asa


Que segredo esconde esta imagem deformada, esta anamorfose que Roland Buisen estuda em vão desde há meses? Quem é o personagem representado? As investigações de Buisen levam-no até ao Gabinete de Física da Universidade de Coimbra, a essas salas esquecidas onde a ciência do Século das Luzes se confunde com as lendas de outros tempos. É graças a este misterioso retrato que Roland Buisen vai desvendar a história de um jovem príncipe de saúde débil e de um perceptor demasiado preocupado em protegê-lo, a história das máquinas construídas para uso exclusivo da criança e da ponte com que não cessa de sonhar... Uma narrativa soberbamente construída, em que as aparências se revelam menos enganadoras do que a realidade.

Sem comentários:

Enviar um comentário